domingo, 27 de maio de 2012

No VII Encontro Aberto da Acerva Gaúcha, o barril de 30 Litros da Cerveja Esquadrilha da Fumaça (Rauchbier) voltou vazio para a Torre de Controle. No dia 9 de Junho vamos ter 20 Litros no VII Encontro Nacional das Acervas em Piracicaba.

Este avião da Segunda Guerra passou 70 anos intocado no deserto do Sahara


Recentemente um funcionário polonês de uma companhia petrolífera encontrou um caça da Segunda Guerra que permaneceu intocado no deserto do Sahara pelos últimos 70 anos. O sargento Dennis Copping e o Curtiss P-40 Kittyhawk que ele pilotava estavam desaparecidos desde que o exército Aliado topou com a Raposa do Deserto.
As coisas não estavam fáceis para os Aliados no Norte da África em junho de 1942. A Primeira Batalha de El Alamein, na qual o Oitavo Exército Britânico conseguiu reprimir as divisões Panzer em direção à fortaleza dos Aliados em Alexandria, no Egito, estava em pleno curso. O sargento Copping, de 24 anos, estava levando seu P-40 a outra base para consertar alguns danos sofridos em batalha quando seu avião caiu a centenas de quilômetros da cidade mais próxima, aparentemente sobrevivendo à queda.
O mais incrível da história é que ele ficou abandonado no deserto pelos últimos 70 anos. Quando Jakub Perka encontrou o avião durante uma exploração de petróleo na semana passada, a maioria dos instrumentos estava intacta. Também estavam lá todas as armas e suas munições – que foram recolhidas pelo exército egípcio antes que caísse em mãos erradas (o avião tinha seis metralhadoras Browning .50 nas asas e muitos cartuchos de reserva). A fuselagem tem marcas de tiros das metralhadoras inimigas. Veja a galeria completa aqui.
Agora que a localização tornou-se pública, os oficiais do Ministério da Defesa do Reino Unido estão planejando uma forma de recuperar a carcaça antes que ela seja levada como tesouro local e catadores de ferro velho, que aparentemente já começaram a agir.
Andy Saunders, um historiador militar e veterano da RAF, disse ao jornal Telegraph que o achado é raro, e o comparou com a descoberta da tumba de Tutancâmon, em 1922.
“Este avião está no mesmo lugar onde caiu há 70 anos. Não estava escondido ou enterrado na areia, ele apenas estava caído lá. É uma cápsula do tempo incrível, o equivalente aeronáutico da tumba de Tutancâmon. Está a centenas de quilômetros do lugar mais próximo e não há motivo para alguém ir até lá. Parece que o piloto teve problemas e apenas o derrubou no meio do deserto”.
O P-40 – apelidado de Warhawk pelos americanos e Tomahawk ou Kittyhawk pelos países do Commonwealth – foi um dos aviões americanos de maior produção durante a guerra, atrás apenas do North American P-51 Mustang e do Republic P-47 Thunderbolt. Ao fim da produção, em novembro de 1944, a fábrica da Curtiss-Wright havia produzido 13.738 aviões. O P-40 serviu no mundo todo na aviação do exército dos EUA, nas forças aéreas do Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Africa do Sul e Turquia, e nos Flying Tigers, o controverso contingente voluntário americano da Força Aérea Chinesa (céus, como as coisas mudaram).
Em geral os pilotos têm uma relação de amor e ódio com o P-40. Seu desempenho não era grande coisa diante da maioria dos aviões inimigos, mas ele tinha grande autonomia, era barato e podia ser atingido por vários tiros e ainda assim levar o piloto de volta à base. Para a maioria dos pilotos, era a “melhor segunda opção”.
Infelizmente para Copping seu Kittyhawk foi danificado demais para levá-lo a um bom mecânico. As evidências apontam que suas últimas semanas no plano terrestre foram difíceis. Seu para-quedas foi aberto e estava esticado ao lado do avião, certamente por estar usando-o como proteção. A bateria e o rádio do avião também foram removidos e estavam montados ao lado do avião.
Os restos de Copping não foram encontrados ao lado do avião e em nenhum outro lugar. Ele ainda está oficialmente declarado Desaparecido em Combate (MIA).
Crédito das fotos: Royal Australian Air Force, 1941 via Wikimedia Commons, Telegraph.
FONTE:

VII Encontro Aberto da Acerva Gaúcha

http://biertasters.blogspot.com.br/2012/05/vii-encontro-aberto-da-acerva-gaucha.html

domingo, 20 de maio de 2012

O Avião da Praça

Não são poucos os milhares de pessoas que passam todos os dias pela BR 116, em Canoas (RS), e que por consequência cruzam em frente ao avião que está lá, transformado em monumento, na praça às margens da rodovia. É daqueles pontos da paisagem urbana com o qual nos acostumamos e ao qual poucas vezes prestamos atenção por mais de alguns segundos. Numa das minhas passagens pelo local, me perguntei: “Afinal, que diabos de avião é esse? E quem foi que o colocou ali, se equilibrando sobre alguns pilares de concreto?”

 A praça Santos Dumont (esse é o nome oficial da “Praça do Avião”) tem até verbete na Wikipedia. Portanto a pesquisa não foi das mais dificeis, mas acho que vale publicar as informações que satisfizeram minha curiosidade. O avião é uma aeronave de combate inglesa, um F8 Gloster Meteor, doado à cidade pela Força Aérea Brasileira. O monumento é uma homenagem à importância da Base Aérea de Canoas ao desenvolvimento do município. O caça custou 214 toneladas de algodão (mas essa história eu explico mais adiante).

 O vôo inaugural de um avião da série Gloster Meteor foi em 05 de março de 1943. Foi o único avião a jato dos Aliados a entrar em operação antes do final da II Guerra Mundial.

Em 1953 o governo brasileiro comprou 70 Gloster Meteor usados da Força Area Britânica (60 do modelo F8, incluindo o que está na praça, e 10 do modelo T7). Os aviões foram usados no Brasil até 1974, quando o último deles foi aposentado pela Força Aérea Brasileira.

Antes disso, em 1968, em plena ditadura militar, uma dessas aeronaves foi retirada de circulação ao completar 21 mil horas de vôo. Numa iniciativa dos militares, o avião foi colocado na então “praça La Salle”. A inauguração do monumento foi em 20 de janeiro. (Foi só em 1977 que a praça recebeu o nome de Alberto Santos Dumont.)

Mas e o preço? Bem… Segundo a Conab, o preço mínimo de referência de uma tonelada de algodão hoje no Brasil é de R$ 2.973,30. Se o Brasil pagou 15 mil toneladas de algodão por 70 aviões, cada aeronave em valores atuais custou R$ 637.135,71.

FONTE:
http://www.bonato.cc/2009/praca-do-aviao-canoas/

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Está marcado o VII Encontro Aberto da Acerva Gaúcha! (Clique na imagem ao lado para ver o cartaz.) O evento ocorrerá no dia 26 de maio de 2012, sábado, das 12h às 17h, no Centro de Eventos Casa do Gaúcho, no Parque da Harmonia, em Porto Alegre. Os participantes terão a oportunidade de degustar dezenas de cervejas artesanais caseiras e de microcervejarias, além de um excelente churrasco. Já está a venda o primeiro lote de convites, com desconto, até 19 de maio (sábado), no valor de R$70,00 (masculino) e R$50,00 (feminino). A partir do dia 20 de maio, os valores serão R$80,00 e R$60,00, respectivamente. http://www.acervagaucha.com.br/eventos/encontros-abertos/item/25-vii-encontro-aberto